A endometriose altera o ciclo menstrual? Mioma tem cura com remédio? Confira as respostas do especialista para as principais dúvidas das mulheres sobre saúde uterina.
No último bloco do quadro Saúde em Foco, o médico clínico geral Dr. Adriano Frias respondeu a perguntas enviadas pelos telespectadores sobre temas fundamentais da ginecologia: endometriose, adenomiose e miomas. Compreender essas condições é o primeiro passo para um tratamento eficaz e para a manutenção da qualidade de vida da mulher.
1. Endometriose pode evoluir para câncer?
Uma das maiores preocupações das pacientes é se a
endometriose pode se tornar maligna. De acordo com o Dr. Adriano, a resposta é não.
A endometriose é considerada uma doença benigna de natureza hormonal,
caracterizada apenas pela localização atípica do tecido endometrial fora do
útero.
2. Toda dor pélvica é sinal de endometriose?
Embora a dor pélvica seja um sintoma clássico da
endometriose, ela não é exclusiva dessa doença. O especialista alerta que
desconfortos na região do "pé da barriga" também podem indicar:
Infecção urinária;
Adenomiose;
Cistos no ovário.
A recomendação é clara: ao sentir qualquer dor pélvica
persistente, a mulher deve procurar um ginecologista para uma avaliação
detalhada.
3. Como a endometriose afeta o ciclo menstrual?
A doença pode, sim, causar alterações significativas na
menstruação. Em condições normais, o fluxo dura de 3 a 7 dias, mas mulheres com
endometriose podem apresentar sangramentos que chegam a 10 ou 12 dias.
Além do prolongamento do período, o intervalo entre as
menstruações também pode sofrer variações. Para um diagnóstico preciso, o Dr.
Adriano recomenda a realização de um ultrassom transvaginal, exame fundamental
para identificar focos de sangramento e outras anomalias como miomas.
4. Mioma e Endometriose são a mesma coisa?
Não. O mioma é a formação de um tecido fibroso benigno nas
camadas do útero. Diferente da endometriose, o tratamento para miomas
é essencialmente cirúrgico, pois não existem medicamentos capazes de reduzir o
tamanho dessas formações.
Em casos extremos de miomas muito grandes (macromiomas), a
paciente pode desenvolver uma condição rara chamada "útero parido",
onde o peso do órgão rompe os ligamentos e o útero é exteriorizado pelo canal
vaginal. Dependendo do tamanho e do desejo da mulher de ter
filhos, a solução pode ser a histerectomia (retirada do útero).
Dica de Especialista: A importância do Check-up Anual
O Dr. Adriano Frias reforça que a prevenção é a melhor ferramenta de saúde. Mesmo sem sintomas ou dores, toda mulher deve consultar seu ginecologista pelo menos uma vez ao ano para exames de rotina, como o preventivo (Papanicolau) e avaliações gerais.
