Reportagem destaca casos recentes de violência contra a mulher nos municípios de Bagre e Gurupá, no Marajó. Autoridades reforçam a importância da denúncia e ações de combate ao feminicídio e agressões domésticas.
MARAJÓ, PARÁ – A violência doméstica e familiar contra a mulher continua sendo uma pauta urgente e preocupante na região do Arquipélago do Marajó. Uma reportagem recente do canal Marlon TV trouxe à tona novos registros de agressões que chocaram moradores dos municípios de Bagre e Gurupá, evidenciando a necessidade contínua de políticas públicas e engajamento social para proteger as vítimas.
Ocorrências Recentes e a Realidade Marajoara
O vídeo destaca a persistência de crimes motivados por
gênero na região. Em Gurupá, casos de agressão e até feminicídios recentes têm
mobilizado as forças de segurança. A Polícia Civil e Militar têm atuado para
prender agressores, mas o número de ocorrências reflete um cenário que exige
atenção redobrada.
Já em Bagre, relatos de violência doméstica também ganharam
repercussão. A reportagem enfatiza que, muitas vezes, o ciclo da violência se
perpetua pelo medo da denúncia ou pela dependência financeira e emocional das
vítimas em relação aos agressores.
Estatísticas Alarmantes no Pará
Os casos no Marajó não são isolados. Dados recentes apontam
que, apenas entre janeiro e outubro de 2025, o estado do Pará registrou mais de
59 mil crimes de violência contra a mulher, incluindo ameaças, lesões corporais
e injúrias.
A região do Marajó, por suas características geográficas,
enfrenta desafios adicionais no combate a esses crimes, como a dificuldade de
acesso a delegacias especializadas em comunidades ribeirinhas distantes.
Ações de Combate e Rede de Apoio
Para enfrentar essa realidade, iniciativas como o Programa
Pró-Mulher Pará têm sido expandidas para municípios como Breves, visando
capacitar agentes de segurança para um atendimento humanizado e especializado
às vítimas.
Além disso, ações itinerantes do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) e do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) têm percorrido cidades
como Bagre e Breves para promover a conscientização e levar serviços de
proteção às mulheres e meninas do arquipélago.
Como Denunciar: A denúncia é a principal ferramenta para
salvar vidas. Vítimas ou testemunhas de violência contra a mulher podem
denunciar através dos seguintes canais:
180: Central de Atendimento à Mulher (nacional e gratuito).
190: Polícia Militar (para situações de emergência).
Delegacias Especializadas: Procure a DEAM ou a delegacia mais próxima em seu município.
Fonte: Baseado na reportagem do canal Marlon TV
