Renato da Silva Queiroz, de 31 anos, foi localizado durante uma megaoperação policial no Rio Pacajá. Ele confessou participação nos crimes e já possuía antecedentes por homicídio.
Uma força-tarefa das polícias Civil e Militar do Pará prendeu, nesta semana, um dos principais acusados de espalhar o terror nos rios da região de Portel, na Ilha de Marajó. Renato da Silva Queiroz, de 31 anos, foi detido sob a acusação de envolvimento no roubo de uma ambulancha do SAMU e no assalto a uma embarcação de passageiros.
A prisão ocorreu numa localidade do Rio Pacajá, onde o
suspeito foi localizado após investigações intensas que mobilizaram grupamentos
especializados e equipamentos de alta tecnologia.
Confissão e Apreensão de Arsenal
Durante a abordagem, Renato Queiroz confessou a sua
participação no assalto à embarcação de passageiros, ocorrido na madrugada de
um sábado (dia 1º). Com ele, a polícia recuperou diversos pertences das vítimas
e apreendeu materiais ilícitos, incluindo:
Celulares, um notebook, cinco relógios e joias das vítimas;
Uma arma de fabricação caseira (tipo cartucheira, calibre
28, cano duplo);
Nove "petecas" de substância supostamente
entorpecente (maconha).
Vale destacar que o acusado já possuía histórico criminal,
tendo sido preso anteriormente em 2011 por homicídio.
O Mistério da Ambulancha do SAMU
Um dos pontos mais críticos da investigação envolve o
destino da lancha do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Segundo
informações repassadas pela polícia, a embarcação foi levada pelos criminosos
e, supostamente, afundada para ocultar provas. As equipas de mergulho e busca
continuam as diligências para tentar localizar a estrutura da ambulancha e
recuperar o património público.
Megaoperação com Apoio Aéreo e Fluvial
A captura de Renato foi resultado de uma operação integrada
que envolveu a Delegacia Fluvial, o Grupamento Fluvial (GFLU), a Diretoria de
Polícia do Interior e o Grupo Tático Operacional (GTO) da Polícia Militar.
Devido à geografia complexa da região, com muitos furos e
rios, o Estado utilizou recursos estratégicos:
Lanchas blindadas e velozes: Para dar resposta rápida e
segurança aos agentes.
Grupamento Aéreo (Graesp): Helicópteros equipados com visão
noturna foram empregados para rastrear os suspeitos nas áreas de mata fechada.
O delegado responsável pela operação destacou que a força-tarefa foi montada para dar suporte logístico à delegacia local, superando as limitações físicas e geográficas para enfrentar a criminalidade na região ribeirinha. As buscas continuam para localizar outros envolvidos no grupo criminoso.
