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Tragédia no Marajó: Naufrágio de lancha clandestina em Cotijuba deixa mortos e desaparecidos

Embarcação "Santa Lurdes" fazia transporte irregular entre Cachoeira do Arari e Belém quando afundou próximo à Ilha de Cotijuba. Autoridades confirmam 14 óbitos.

Uma tragédia marcou a manhã desta quinta-feira no Pará. A embarcação "Santa Lurdes", pertencente à empresa Anne Souza Navegação, naufragou por volta das 9h30 próximo à Praia da Saudade, na Ilha de Cotijuba. O barco, que transportava cerca de 70 pessoas, incluindo crianças e idosos, realizava o trajeto entre a localidade de Camará (em Cachoeira do Arari, no Marajó) e Belém.

Imagens impressionantes gravadas por passageiros mostram o momento de desespero em que a água começa a invadir o barco, pouco antes de ele submergir completamente.

Mortos e Sobreviventes

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e a Marinha, 14 mortes já foram confirmadas. Dos 70 ocupantes estimados, cerca de 30 pessoas foram resgatadas com vida ou conseguiram salvar-se nadando até à praia.

Relatos de sobreviventes que circulam nas redes sociais descrevem um cenário de horror, afirmando que a embarcação afundou rapidamente, levando consigo passageiros que não conseguiram sair a tempo. "Acha que tem muita gente lá dentro", diz uma das vozes num dos vídeos registados após o acidente.

Transporte Clandestino e Irregularidades

A Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon) informou, em nota, que a embarcação operava de forma clandestina. A lancha não possuía autorização para realizar transporte intermunicipal de passageiros e partiu de um porto irregular para fugir à fiscalização.

A Arcon comunicou que já havia notificado a empresa responsável e alertado a Capitania dos Portos sobre as irregularidades no serviço prestado.

Buscas e Investigação

As equipas de resgate continuam na região à procura de aproximadamente 26 pessoas que ainda estão desaparecidas.

A Capitania dos Portos anunciou que irá instaurar um inquérito administrativo para apurar as causas do naufrágio e responsabilizar os envolvidos na operação ilegal que resultou nesta catástrofe.

O acidente reacende o debate sobre a segurança do transporte fluvial na região amazônica e a fiscalização de portos clandestinos que operam rotas para o Arquipélago do Marajó.

Fonte: Canal Marlon TV.