Marlon Nascimento defende que a inovação e a iniciativa privada são as verdadeiras soluções para superar as dificuldades históricas do arquipélago, pedindo o fim das desculpas baseadas no isolamento geográfico.
Por muito tempo, o isolamento geográfico do Arquipélago do
Marajó foi utilizado como justificativa para a falta de investimentos e
desenvolvimento na região. No entanto, uma nova mentalidade está surgindo,
defendendo que a verdadeira solução para os desafios locais não virá apenas do
poder público, mas da força de vontade e do potencial empreendedor do povo
marajoara.
Superando o "Complexo de Inferioridade"
Um dos maiores obstáculos apontados é o tom de depreciação
que muitas vezes acompanha a identidade regional. Marlon Nascimentto ressalta
que estar em uma ilha não deve ser um limitador para buscar tecnologias, inovar
e empreender.
Identidade Forte: O povo marajoara é descrito como
trabalhador, honesto e capaz de gerar oportunidades para si e para os outros.
Potencial Jovem: O foco na juventude é essencial para criar
uma sociedade melhor, incentivando novos potenciais e horizontes.
Além do Poder Público: A Responsabilidade da Transformação
Embora a negligência estatal em diversas áreas seja um fato
reconhecido, a dependência exclusiva de soluções vindas do governo pode atrasar
transformações urgentes. A geração de emprego e renda é uma necessidade
gritante que exige uma postura ativa da sociedade civil.
"A transformação está nas nossas mãos. Nós somos capazes de gerar grandes empreendimentos a partir da força de vontade, da coragem e do vigor."
Estratégias para o Desenvolvimento Local
Para que o Marajó alcance um novo patamar de
desenvolvimento, o especialista sugere alguns pilares fundamentais:
Inovação e Tecnologia: Trazer o que há de novo no mercado
para dentro da região.
Parcerias Estratégicas: Buscar novos aliados que ajudem a
impulsionar os negócios locais.
Empreendedorismo Ativo: Parar de dar desculpas e começar a
montar o próprio empreendimento para gerar renda.
Luta por Direitos: Empreender não significa deixar de cobrar
o que é de direito, mas sim não ficar estagnado enquanto espera por respostas.
O Marajó possui uma força única — a força do seu povo. Ao unir essa coragem à busca por novos horizontes e parcerias, o arquipélago pode deixar de ser visto apenas por suas carências e passar a ser reconhecido como um polo de inovação e riqueza gerada por sua própria gente.
