A 8ª Feira do Livro de Breves, no Marajó, abre as comemorações dos 175 anos da cidade. Evento na orla homenageia o Professor Valdir Bogéa e reúne escritores locais.
BREVES, MARAJÓ – A programação oficial de aniversário dos 175 anos de Breves começou com literatura e valorização da cultura local. A 8ª Feira do Livro Brevense, realizada na orla da cidade, transformou o espaço público em um ponto de encontro para leitores, escritores e educadores, sob o tema "Saberes Marajoaras em Rios de Palavras".
Homenagem ao Incentivador da Leitura
Nesta edição, a Secretaria de Cultura (Secult) prestou uma
justa homenagem ao Professor Valdir Bogéa, membro da Academia Brevense de
Letras. Reconhecido por sua trajetória dedicada à educação, o professor é uma
figura central no incentivo à leitura e à escrita em Breves, repassando
conhecimento para diversas gerações de alunos.
"Foi uma escolha muito acertada homenagear o professor, uma pessoa que colabora na nossa educação há muito tempo e tem uma trajetória muito rica de conhecimento", destacou um dos participantes.
Espaço de Troca e Valorização Local
A feira não apenas expõe obras, mas serve como vitrine para
os talentos da região. A Biblioteca Pública Municipal Estácio Miranda marcou
presença com um estande dedicado à divulgação de seu acervo e das novas obras
que estão chegando ao município.
Eugênio, bibliotecário local, ressaltou a importância da
experiência com o livro físico, mesmo na era digital:
"A experiência do livro impresso é ímpar. Através dele, você tem uma informação mais apurada do que aquela que encontra na internet".
O evento também deu palco para membros da Academia Brevense
de Letras e novos escritores, que veem na feira uma oportunidade de mostrar que
é possível produzir literatura de qualidade no Marajó, valorizando a identidade
e as memórias do povo local.
Histórias de Superação através da Escrita
A feira revelou histórias inspiradoras, como a de um
escritor que encontrou na literatura uma forma de superar problemas pessoais e
ocupar a mente de forma positiva. "Eu tive problema com a bebida e isso
despertou muito em mim escrever para ocupar minha mente. Graças a Deus,
consegui a cadeira na Academia Marajoara de Letras", relatou o autor,
que começou escrevendo "historinhas" com seus alunos em sala de aula.
A 8ª Feira do Livro de Breves reafirma seu papel como instrumento de transformação social, incentivando o hábito da leitura e preservando a identidade cultural do Marajó frente ao crescimento urbano.
Fonte: Baseado na reportagem do canal Marlon TV
