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Polêmica em Breves: Falta de Transparência e Preparo na Câmara de Vereadores Gera Revolta

Aprovação de projeto sem acesso público e a inoperância na discussão do orçamento municipal levantam debate sobre a atuação do legislativo no Marajó.

Uma forte onda de críticas atingiu a Câmara Municipal de Breves, no Marajó, após a aprovação de um projeto de lei que, segundo denúncias, não teve seu conteúdo disponibilizado nem mesmo para a população interessada. O caso expôs uma suposta "falha grotesca" na transparência e no preparo técnico dos vereadores para discutir pautas cruciais para o município.

Em comentário editorial recente, o comunicador Marlon destacou a gravidade da situação, apontando que votar projetos "no escuro" ou apenas seguindo ordens do executivo compromete o desenvolvimento da cidade, que hoje conta com mais de 100 mil habitantes.

Falta de Transparência e "Voto no Escuro"

A principal crítica gira em torno da aprovação de matérias sem o devido debate público. Segundo o relato, até ex-secretários teriam afirmado não ter acesso à documentação de projetos votados.

"É uma falha absurda. A Câmara de Vereadores tem o papel de discutir os projetos de forma transparente. Como se vai votar um projeto que nem a própria população tem acesso? O pior é vereador votar e aprovar sem saber o que está votando", disparou o apresentador.

Essa prática foi comparada a "construir uma casa sem ser pedreiro", sugerindo um despreparo técnico alarmante por parte da maioria dos parlamentares locais.

Orçamento e Secretarias "Fachada"

Outro ponto nevrálgico abordado foi a discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A crítica aponta que o legislativo local atua apenas como carimbador das decisões do Executivo, sem capacidade técnica para realocar recursos de forma eficiente.

Foi citado como exemplo a disparidade de gastos, onde o Gabinete do Prefeito teria mais recursos do que pastas essenciais, como a Secretaria da Mulher ou a Secretaria de Agricultura.

Agricultura Inoperante: A falta de apoio técnico ao produtor rural foi duramente criticada. "Temos dependência da produção de farinha de Portel e até do açaí em muitos aspectos porque não temos secretarias com recursos alocados de forma adequada", pontuou o comentário.

Negociação de Cargos: A denúncia sugere que, em vez de políticas públicas, a pauta principal de muitos vereadores seria a negociação de empregos e direções de escolas, caracterizando uma atuação voltada para "o próprio umbigo".

Crise de Representatividade

O episódio reacende o debate sobre a qualidade da representação política em Breves. Embora haja ressalvas de "raras exceções", a avaliação geral é de que a câmara prioriza "conchavos" em detrimento de melhorias na educação, saúde e infraestrutura.

A população cobra uma postura mais técnica e independente do legislativo, essencial para tirar o município da estagnação em índices de desenvolvimento.

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Fonte: Marlon TV - Youtube