Crime ocorreu na região do Rio Guiuçul. O suspeito, que não aceitava o fim do relacionamento, invadiu a casa da vítima armado e levou-a para uma área de mata.
Um caso de violência doméstica seguido de sequestro mobilizou as forças de segurança na zona rural de Breves, no Arquipélago do Marajó, nesta segunda-feira. Um homem foi preso em flagrante após invadir a residência da sua ex-companheira, ameaçá-la com uma arma de fogo e levá-la à força para uma área de mata fechada.
A ação contou com a rápida resposta da Polícia Militar e de
agentes da Base Fluvial Integrada Antônio Lemos, que conseguiram
localizar a vítima e deter o acusado após horas de buscas.
Dinâmica do Crime: Invasão e Ameaça
De acordo com relatos de testemunhas e familiares, o crime
foi motivado pela não aceitação do fim do relacionamento, que durou pouco mais
de três meses. O suspeito, armado com uma espingarda caseira (calibre 20),
invadiu a casa da vítima localizada no Rio Buiuçu.
O pai da jovem relatou o desespero da família: "Eu abri
espaço da minha casa para ele... agora ele vem fazer tudo isso. Isso é uma
agressão", desabafou, pedindo justiça. Segundo a vítima, o conflito
inicial envolvia também uma dívida financeira referente a um motor de barco que
o suspeito se recusava a devolver.
O Resgate e a Prisão
Após ser levada para a mata, a vítima relatou que conseguiu,
num momento de descuido do agressor ao chegarem na casa de parentes dele, pegar
a arma e atirá-la ao rio, incapacitando-o. Familiares conseguiram contê-lo até
a chegada da guarnição policial.
A polícia revelou ainda que o homem é considerado perigoso e
já havia praticado um assalto horas antes do sequestro, roubando uma embarcação
tipo "rabeta" para se deslocar até a casa da ex-mulher.
Versões Conflitantes
Ao ser detido, o suspeito negou o sequestro. Em entrevista,
alegou que a vítima o acompanhou voluntariamente e que ele apenas fugiu para o
mato porque o irmão dela tentou agredi-lo. "Eu só queria conversar com
ela... ela embarcou comigo na minha canoa", afirmou o acusado.
No entanto, a versão é contestada pela vítima, pela família
e pelos indícios colhidos pela polícia. O homem foi encaminhado para a
Delegacia da Mulher em Breves, onde deverá responder pelos crimes de agressão,
ameaça e cárcere privado no contexto da Lei Maria da Penha.
