Ação da Polícia Civil cumpre cinco mandados de prisão preventiva contra foragidos que se escondiam em áreas de difícil acesso. Entre os presos, estão acusados de abusar das próprias filhas e enteadas.
Uma ofensiva da Polícia Civil no município de Bagre, no Arquipélago do Marajó, resultou na prisão de cinco homens acusados de crimes graves, incluindo estupro de vulnerável, estupro coletivo e tentativa de homicídio. A Operação Bagre Segura, deflagrada entre os dias 23 e 26 de junho, teve como foco capturar foragidos que se escondiam na zona rural, acreditando estarem fora do alcance das autoridades.Devido às dificuldades logísticas e de acesso às cabeceiras
de igarapés onde os criminosos estavam "homiziados" (escondidos), as
prisões foram executadas em dias sequenciais, após um trabalho minucioso de
levantamento e inteligência.
Crimes Chocantes contra Vulneráveis
A operação priorizou o cumprimento de mandados relacionados
a crimes sexuais que geraram grande repercussão no município.
- Abuso
contra as próprias filhas: Um dos presos foi José Gomes,
conhecido como "Zeca Lua". Ele estava foragido há quase
quatro anos e responde por estuprar as próprias filhas. A investigação
revelou que o acusado escrevia cartas ameaçadoras para coagir as vítimas a
facilitar a continuidade dos abusos.
- Violência
contra enteadas: Outro detido foi Arenaldo Costa, vulgo "Arica".
Investigações apontam que ele estuprava suas duas enteadas. Uma das
vítimas sofria abusos desde os 6 anos de idade, e os crimes chegavam a ser
cometidos na presença de irmãos menores.
- Estupro
Coletivo: A polícia também prendeu Elton Pinheiro, suspeito de
participar de um estupro coletivo contra uma adolescente em 30 de janeiro
de 2023. Segundo o inquérito, a vítima foi embriagada e submetida a atos
sexuais sem consentimento, sendo posteriormente abandonada desacordada e
sem roupas em uma área alagada.
Tentativa de Homicídio
Além dos crimes sexuais, a operação prendeu Vanderson da
Silva (o "Guinho") e Adrielson Sarges. Ambos são acusados
de uma tentativa de homicídio ocorrida em novembro de 2022 contra Eudesi
Ferreira. Os suspeitos teriam utilizado terçados (facões) para atacar a vítima
antes de fugirem para a zona rural.
Combate à Impunidade no Campo
A autoridade policial destacou que a operação visa quebrar a "falsa percepção" de que criminosos escondidos em áreas remotas não serão alcançados pela justiça. Todos os presos foram transferidos para Breves e estão à disposição do sistema judiciário.
Fonte: Reportagem do canal Marlon TV. Assista aos
detalhes da operação: Acusados de estupro presos em Bagre no Marajó
