Grupo armado invade casa na madrugada, agride mulheres e deixa rastro de destruição. Um dos envolvidos perdeu parte do dedo durante a confusão.
Uma madrugada de terror marcou a rotina de moradores em Breves, no Arquipélago do Marajó. Um grupo composto por cerca de dez homens, fortemente armados com terçados, facas e pedaços de madeira, invadiu uma residência e protagonizou cenas de extrema violência. O saldo do confronto foi a destruição de bens materiais, agressões e um dedo humano encontrado na calçada.A Invasão e o Motivo
De acordo com a reportagem, os suspeitos acessaram o local
por uma ponte lateral à residência. O alvo do ataque seriam homens que estavam
bebendo na casa minutos antes, mas que conseguiram fugir por uma rota de escape
nos fundos assim que perceberam a chegada do bando.
Sem encontrar seus alvos principais, o grupo, que estava
"fortemente armado", subiu as escadas e descontou a fúria nos
presentes e na propriedade. Mulheres foram espancadas e diversos objetos da
casa — como som, ventilador e fogão — foram destruídos a golpes de terçado.
Marcas de violência ficaram visíveis nas portas e paredes.
Uma testemunha relatou o pânico: "Do nada apareceu uma
tropa... tentaram entrar aqui para querer matar ele, só que ele não estava
aqui". Relatos apontam que a invasão pode ter sido motivada por rixas
anteriores ou retaliação, mencionando um episódio prévio envolvendo uma
tentativa de homicídio contra a sogra da testemunha.
O Dedo na Calçada
O detalhe mais macabro do episódio foi um dedo encontrado
abandonado na calçada em frente à residência. Segundo testemunhas que
preferiram não se identificar, o membro pertenceria a um homem conhecido pela
alcunha de "Pé de Pato" (identificado também como Rodrigo).
A testemunha explica a dinâmica do acidente: durante a
confusão, um homem identificado como "G" teria desferido um golpe de
terçado no chão para intimidar o grupo rival. No entanto, "Pé de
Pato", que estaria embriagado, teria colocado a mão na frente no momento
do golpe, resultando na amputação.
Investigação
O caso foi registrado na Superintendência de Polícia
Civil das Ilhas (Sudepol). Até o momento da reportagem, ninguém havia sido
preso. Curiosamente, em meio ao cenário de destruição total da mobília, as
únicas coisas que permaneceram intactas na residência foram as Bíblias.
Fonte: Reportagem do canal Marlon TV
